Press ESC to close

Trabalhadores sem terra ocupam área improdutiva, abandonada há dez anos pela Suzano, no Piauí

Como parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra 2026, cerca de 200 famílias de sem terra ocuparam a área da empresa Suzano Papel e Celuloso, onde seria a Fábrica de Celulose, abandonada à mais de dez anos no município de Palmeiras, na grande Teresina.

A unidade de produção de celulose no Piauí foi anunciada em 3 de setembro de 2010 e foi uma apoteose. A empresa chegou anunciando que seriam investidos cinco bilhões de reais nos plantios de eucalipto, construção de uma fábrica de celulose, de centenas viveiros e geração de milhares de empregos.

O Movimento Nacional dos Sem Terra (MST), reivindica a destinação da área, que está improdutiva, para criação de Assentamentos da Reforma Agrária destinados a famílias de agricultores familiares que vivem no entorno da área e não tem acesso a terra onde sempre viveram e tiram o sustento.

A chegada e saída da Suzano Papel e Celulose do Piauí foram bem rápidas se deu entre 2010 e 2013. Na época, os prefeitos e o governo trataram logo de isentar a empresa de impostos, proprietários de terras promoveram grandes desmatamentos da mata nativa para plantar eucalipto destinado a Suzano, promovendo impactos ambientais irreversíveis na região.

Muitos tiveram prejuízos e se endividaram com a desistência da empresa investir no Piauí que saiu silenciosamente deixando um prejuízo socioambiental incalculável.A empresa tinha planos de instalar uma fábrica em Palmeirais no ano seguinte, 2014, e uma base florestal para fornecer matéria prima, mas o projeto foi adiado após uma reformulação do cronograma de ações..

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Acessar o conteúdo