
Por Mãe Maria Lúcia de Iansã
25 de julho, dia das mulheres negras latino americana e caribenha.
Laroyê Exú! Salve todas as moças da banda, salve as pombogiras. Salve Exú, a boca do mundo.
A população negra e indígena em diáspora continua sendo alvo preferencial de todas mazelas coloniais que reproduzem miséria nos territórios.
Nesse dia eu quero agradecer às mulheres da minha vida que me ensinaram que o rio, quando se esquece de onde nasce, o rio morre.
Agradeço minha avó, minha mãe e todas ancestrais. Minha avó Raimunda era parteira aqui na comunidade. Quando um bebê nascia e não chorava, ela costumava dar uma pequena palmada na criança. Lembro que perguntei por que ela fazia isso e ela me respondeu que era “pra criança se espantar com as coisas do mundo”. Então que a gente se espante com as coisas do mundo quantas vezes forem necessárias e se movimente.
Agradeço muito a essas mulheres que cuidam e me ensinaram “amarre um pano na barriga e fique com os seus”, para que o governo, o estado genocida não tome o que é seu e da sua comunidade.
Sem romantismo europeu as mulheres negras é quem sustenta e fornece comida dessa sociedade.
Exu tome conta, preste conta e proteja as mulheres negras que têm seus filhos mortos ou encarcerados pelo Estado.
No Piauí de Esperanca Garcia, a única política pública que tem sido aplicado nas comunidades é o encarceramento de gente preta. Que as pombogiras nos proteja, nos livre desse mal e nos ajude a saquear a máquina estatal.








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