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Pitomba: acontece em julho experimentação em arte, psicanálise e design no Sesc Caixeral de Parnaíba

O PITOMBA propõe uma residência artística com duração de um mês, entre julho e agosto de 2025, no Sesc Caixeiral, em Parnaíba. O objetivo é construir uma plataforma coletiva de criação e pesquisa para a elaboração de uma publicação impressa — fruto do encontro entre 15 participantes, com experiências diversas, convocades a debater temas como memória, marginalização, resistência, dissidência e estranhamento. As experimentações iniciou nesta sexta-feira, 4. Os encontros acontecem nos dias 05, 12, 19, 25 e 26 de Julho e estarão abertos para visitações.


O projeto é idealizado por Nathanael de Sousa (artista, cientista social e psicólogo) e André Victor (artista, designer e psicanalista em formação), cujas práticas convergem na criação de um espaço de escuta e transformação coletiva através da criação de um ambiente de partilha, onde a arte impressa funciona como mediador das experiências narradas.


A publicação final será o resultado de quatro momentos-oficinas: Olhar, Ouvir, Escrever e Fazer, que conduzem o grupo por caminhos sensíveis de observação, escuta, escrita e elaboração gráfica. Oficinas abertas ao público e outras atividades paralelas que acontecerão ao longo do mês na Sala de Desenho do Sesc Caixeiral. A programação pode ser acompanhada pelo perfil @pitomba.lab.


O projeto se orienta por princípios antirracistas, transfeministas e contra-coloniais. Dez participantes foram selecionades por chamada pública e cinco convidades por sua atuação cultural em seus territórios. A abertura do laboratório à comunidade busca fomentar a produção artística local, promover a diversidade e reparar apagamentos históricos no campo da arte e do design.


PITOMBA também é nome de fruta, nativa deste território, tropical, com sonoridade estalante e enraizada em paisagens geográficas, afetivas e fictícias das regiões Norte e Nordeste. No bom tupi, seu significado aponta para sons e gestos bruscos como “estalar”, “quebrar”, “bater”, “chutar”. É uma palavra com pouca suavidade.


O PITOMBA alia teoria, experimentação e circularidade. Teoria que auxilia uma prática situada e articulada com a realidade, onde a experimentação se faz necessária para uma implicação material, histórica, política e subjetiva, que se ampara na circularidade das produções de saberes, corpos, territórios e tempos, reconhecendo que a gira do conhecimento é responsável pela própria continuidade, permanência e manutenção dos modos de fazer e estar nos mundos.


Mais informações, imagens e identidade visual: @pitomba.lab
Contato
Nathanael de Sousa
(86) 99406-4319

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