
Somos uma plataforma de comunicação popular e colaborativa, que ousa sonhar-fazer uma comunicação que liberte as potências emancipatórias, dialógicas, plurais e contra coloniais da informação. Somos da Chapada do Corisco, morada de muitos povos indígenas ancestrais e quilombolas. Nascemos em 2018, das mentes e corações de jovens comunicadores no Piauí, porém, nossa história são andarilhagens de sonhos de muito antes, ainda quando lutávamos pela democratização da comunicação na Enecos (Executiva Nacional do Estudantes de Comunicação Social). Porém, apenas em 2024 (nós) nos formalizamos como uma Associação Privada sem Fins Lucrativos, tendo como foco a atuação na produção de conteúdos de comunicação popular/jornalismo, de arte/cultura/natureza e de educação popular.
Apesar de nunca termos nos separado, encontrando-nos sempre em muitas lutas coletivas, nos reencontramos no desejo de fazermos uma (luta) que nos conecte ao que-fazer comunicativo (qual é a tarefa dos/as/es comunicadores/as na construção de um mundo novo?). Foi quando criamos a Flores. Ser Comunicação Coletiva, em 2016. Por lá, prestamos assessoria aos de arte, cultura e outros movimentos sociais, mas também desenvolvemos projetos de comunicação popular como Mulheres nos Terreiros da Esperança (junto à comunitários ameaçados de remoção pelo Programa Lagoas do Norte, onde nos juntamos à pergunta “Lagoas do Norte Pra quem?”).
Foi a partir desta movimentação que nos juntamos a outros/as corpos/as sedentas por restaurar o direito de dizer a nossa palavra. E então, nos sentíamos mais completos na construção deste horizonte-utopia, que se distancia sempre quando damos dois passos. A utopia como esse horizonte que sempre nos põe a caminhar. É assim que, hoje, estamos entre jornalistas, fotógrafos, comunitários, advogados populares, antropólogos, educadores, artistas e colaboradores tantos, cartografando os afetos de quem tá no corre diário dessa vida, porque não nos sujeitamos ao imobilismo que o jornalismo nos impõe com suas factualidades, objetivismos e distanciamentos.















Missão
Elaborar conteúdos e ações de comunicação, educação e cultura, de modo popular e colaborativo, que sejam capazes de despertar o senso crítico e gerar espaços de diálogo, envolvimento e visibilidade em torno da promoção dos direitos humanos e da justiça socioambiental, especialmente, no Piauí e Maranhão.
Visão
Estruturar e consolidar o Ocorre Diário como uma plataforma de comunicação popular e colaborativa de referência nacional, a partir da produção de conteúdos de comunicação, educação e cultura que sejam capazes de celebrar as existências plurais, gerar visibilidade das lutas por justiça socioambiental e direitos humanos, especialmente, no Piauí e Maranhão.
Valores
Estar ao lado dos princípios e cosmovisão das comunidades e parcerias que atuamos, com escuta atenta e dialógica, reivindicando: Utopia, para impulsionar nossa caminhada. Indignação, para enxergar as frias estatísticas do sofrimento humano, a iniquidade e as desigualdades e, assim, convertê-la em vontade de mudança. Alegria, pois também reivindicamos o direito à festa. Autocrítica, como forma de olhar pra si e enxergar em nós as contradições que nos impedem de seguir nossos princípios. Compromisso, para regar todos os dias, de sonho, música, poesia e esperança, os princípios que nos regem. Esperança, como verbo que nos impulsiona em todas as direções, olhando para frente e também, em movimento de Sankofa, olhando para trás. Coerência, para nos mantermos atentos e firmes em nosso propósito. Confiança, para andarmos sempre de mãos dadas. Solidariedade, entre nós e com os outros, para exercer na prática o projeto de sociedade que acreditamos e buscamos construir.
| Objetivos |
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1) Consolidar um modo outro de fazer jornalismo que seja farol para as lutas sociais contra coloniais; 2) contribuir com as lutas sociais implicadas e atravessadas por questões étnicas, raciais, de gênero, classe e territorialidades; 3) promover o debate sobre o futuro e as melhores práticas do jornalismo, bem como fomentar ações de leitura crítica da mídia e combate aos oligopólios midiáticos, inclusive em diálogo, fiscalização e cobrança dos três poderes; 4) formar, treinar e aperfeiçoar profissionais de mídia, comunicadores populares e lideranças comunitárias; 5) promover ações e projetos de educação popular, voltados para a democratização da comunicação e do acesso à informação, bem como de suas tecnologias; 6) Promover ações voltadas à ética, inclusive na política, em defesa do direito de manifestação, expressão e organização política; 7) incentivar e fortalecer os grupos, coletivos, organizações sociais e indivíduos que atuem na produção audiovisual independente de base crítica; |

Expediente – quem faz esse corre diário
Coordenação Geral (2025/2027)
Luan Matheus Santana
Jornalista, educomunicador popular e doutorando em Comunicação pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFC (PPGCOM-UFC). Mestre em comunicação social pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da UFPI (PPGCOM – UFPI) e Especialista em Marketing e Mídias Digitais pela Faculdade Adelmar Rosado (Pós FAR).
Sarah Fontenelle Santos
JornArtista e Relações Públicas (Universidade Estadual do Piauí), Mestra em Comunicação (Universidade Federal do Piauí), Doutora em Estudos da Mídia (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), Educomunicadora Popular, docente universitária, crocheteira e artesã de vivências e palavras.
Coordenação de Administração, Finanças, Projetos e Captação (2025/2027)
Carmen kemoly da Silva Santos
JornArtista (Universidade Estadual do Piauí), realizadora audiovisual, rapper, poeta e graffiteira. É mestra em Comunicação e Cultura na ECO (UFRJ) e doutoranda no Pós-Afro – Programa de Pós Graduação em Estudos Étnicos e Africanos. É educomunicadora popular, escreveu o livro Timon Negra.
Maura Vitória
Jornalista (Faculdade Estácio de Teresina) com especialização em Marketing Político e Mídias Digitais. Pesquisadora/UFPI e copywriter.
Sabrina Moraes
Suplente de coordenação. É estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), umbandista, escreve sobre espiritualidade, direitos humanos e cultura. Atua como aluna de extensão no projeto “Mundo CT” na comunicação institucional do Centro de Tecnologia da UFPI e colabora com o “Ocorre Diário” há um ano.
Ronald Moura
Suplente de coordenação. Jornalista, realizador audiovisual, especialista em marketing. Apaixonado por livros, cinema, comunicação e gastronomia.
Coordenação Mobilização, Cultura e Educação Popular (2025/2027)
Maria Lúcia Oliveira
Mulher preta de Axé, mãe de Santo na Sagrada Umbanda, defensora popular, importante raíz da Comunidade Boa Esperança, semeia saberes sobre direito ao território à cidade, comunicadora Popular e membra da Rede de Mulheres das águas e das Florestas – REMAF.
Tânia Martins
Jornalista (Universidade Federal de Sergipe), com uma longa história dedicada ao jornalismo socioambiental. Atuou em campanhas de defesa e proteção dos biomas do território piauiense, a exemplo do cerrado, caatinga e mata atlântica. É Coordenadora Geral da Rede Ambiental do Piauí (Reapi), Coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica e integrante do Grupo de Trabalho (GT) sobre Energias Renováveis do Piauí.
Isabel Jardim
Suplente de coordenação. Formada em Letras, bel é professora do ensino fundamental na rede Pública de Teresina, sindicalista, filiada ao Sindserm, militante da luta popular faz parte da OPA – Organização Popular, artista circense, estudante de dança na Escola Técnica de Teatro Gomes Campos.
Wilton Lopes
Suplente de coordenação. Jornalista (Universidade Federal do Piaui), pedagogo pela Universidade Federal de São Paulo e professor da rede municipal de Barras.
Conselho Fiscal (2025/2027)
Karla Luz
Jornalista (Universidade Federal do Piauí), faz parte da assessoria de comunicação da Receita Federal, estrategista em comunicação política, pesquisadora do NUJOC/UFPI. Militante de muitas causas sociais, faz parte do coletivo RUA-Juventude Anticapitalista.
Gustavo Leite
Advogado popular, Bacharel em Direito (Universidade Estadual do Piauí), foi do Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil (Coraje/UESPI), hoje atua em assessoria técnica independente junto às comunidades atingidas por Mineração, é membro do Coletivo Antônia Flor.
Vince, Vicente Nascimento Leite
Coordenação Mobilização, Cultura e Educação Popular (2025/2027). É Bixa Jornartista (jornalista-artista) não binária, sereia do Piranhão, Bailarina e Cantuda do Grupo Bixanikas. Doutorande no Programa de pós-graduação em Artes da Cena na Escola de Comunicação da UFRJ, mestra em comunicação pela UnB e graduada em Comunicação Social/Jornalismo (UFPI).
Lucas Coêlho
Suplência, conselho fiscal. Doutor e mestre em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília (PPGAS/DAN/UnB), graduado em Ciências Sociais (Universidade Federal do Piauí), realizador audiovisual. Atua nas áreas de antropologia e meio ambiente, território e territorialidades, comunicador popular, docente da Universidade Federal da Paraíba.
Associades
José Valmir Macêdo
Jornalista e Relações Públicas (Universidade Estadual do Piauí), mestrando em Cidades Inteligentes e Sustentáveis (Uninove), pós-graduado em Marketing Digital e Redes Sociais (FAR), mediador cultural (Fundação Clóvis Salgado), amante de plantas e de cidades do interior.
Jorge André Paulino da Silva
Jornalista (Universidade Federal do Piauí), Bacharel em Direito (Universidade Estadual do Piauí), Produtor Cultural da Universidade Federal de Alagoas, poeta, educomunicador popular, Mestre em Sociologia (Universidade Federal do Piauí), Doutorando em Artes na Unesp – Universidade Estadual de São Paulo.
Adda Lygia Rissope
É mulher trans, designer de moda e comunicadora popular. Pesquisadora queer, com foco em diferença, afeto, gênero e identidades
Adriana Márcia
Moradora da comunidade Barrinha, município de Cajueiro da Praia, litoral do Piauí, há mais de 15 anos. Não escolheu a Barrinha como lugar de morada e refúgio, ao contrário disso, foi escolhida pelo território. A atuação política e social é viva na sua trajetória desde muito cedo, como assessora parlamentar e militante do movimento negro. É agente territorial de cultura.
Glenda Uchôa
Jornalista, com trajetória profissional marcada pela cobertura atuante em pautas relacionadas à luta e acesso aos direitos fundamentais. Transitou por redações públicas e comerciais, mas foi na comunicação popular que encontrou um campo de atuação alinhado à construção coletiva do direito à comunicação como um propósito de vida. Atualmente, atua como coordenadora de comunicação em uma organização que trabalha com atingidos/as pelo rompimento da barragem de Fundão, um dos maiores crimes socioambientais do país.
Lucas Matheus
Advogado e assessor jurídico popular. Mestrando em Direito pela UnB. Atualmente, é advogado da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. Contribui como assessor jurídico no Centro de Defesa Ferreira de Sousa e é membro do Coletivo Antônia Flor, organizações da sociedade civil que atuam na defesa de direitos sociais e direitos humanos. Pesquisador do Grupo de Pesquisa Direitos Humanos e Cidadania/UFPI.
Carol Henrique
Historiadora pela Universidade Estadual do Piauí, atriz, artista-educadora, produtora audiovisual e cultural, e palhaça. É do Piranhão! Nascida em Teresina, é filha de dois codoenses, o que faz com que carregue Codó como minha cidade natal e parte importante da sua identidade.
Themis PsicoAfrodite
Maria Luisa Mendes
Jornalistas, artista da dança.