
O Fórum Piauiense de Luta pelo Transporte Público realizou, na tarde desta terça-feira (1º), uma plenária de apresentação da organização, na Praça da Filosofia da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. O espaço reúne organizações sindicais, estudantis, populares, movimentos sociais e usuários do transporte público em defesa de um sistema de mobilidade acessível e de qualidade na capital. A atividade contou com a presença de candidatos ao Governo do Estado, que participaram do debate sobre os desafios do transporte público em Teresina.
Estiveram presentes os candidatos ao Governo do Piauí Gisvaldo Oliveira (PSOL), Geraldo Carvalho (PSTU), Santiago Belizário (Unidade Popular) e Dra. Lúcia (PSDB). Também participaram Madalena Nunes (PSOL) e Danniel Rocha (PSTU), candidatos ao Senado, além das candidatas a deputada federal Ana Brito e Wilma Carvalho (PSOL). Após as intervenções dos candidatos, a plenária realizou a leitura e discussão do estatuto do Fórum, que foi aprovado por unanimidade pelos participantes.








Fotos: Caio Alencar
Entre os objetivos definidos pelo estatuto estão a luta pelo fim do SETUT e pela criação de uma empresa pública de transporte, pela tarifa zero para estudantes e trabalhadores e pela garantia de um transporte público de qualidade. A organização também defende que a mobilidade seja tratada como um direito, e não como um serviço acessível apenas a quem pode arcar com alternativas individuais. Para Vilma Paz, a precarização do transporte coletivo também tem consequências que ultrapassam os problemas enfrentados diariamente nos ônibus. “A gente pensa que porque a pessoa pode pagar um Uber ou comprar uma moto simples, dividir em várias prestações, você resolve o problema do transporte. Mas isso é uma mentira”, afirmou, acrescentando ainda que isso também está relacionado à falta de alternativas adequadas de transporte coletivo.

“O que a gente tem visto em Teresina é o número de acidentes aumentar assustadoramente. E o número de acidentes também é um problema do transporte coletivo porque também é um problema da falta do transporte público”, declarou. Para ela, o direito ao transporte deve ser assegurado a todas as pessoas, independentemente de possuírem ou não um veículo particular.
Um dos articuladores do Fórum, Luan Rusvell, destacou que a criação da organização representa a continuidade de uma mobilização que atravessa diferentes momentos da história recente da luta pelo transporte em Teresina. “Essa luta não é uma luta que se inicia hoje. Ela é uma luta que vem de muito tempo, especialmente desde 2011, com o contra o aumento em Teresina e depois com as diversas organizações, foruns e auditórias em defesa do transporte”, afirmou. Para ele, o Fórum Piauiense de Luta pelo Transporte Público nasce como resultado desse acúmulo de mobilizações e pretende reunir diferentes setores em torno da defesa de um sistema público, acessível e de qualidade.

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